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O que me levou a escrever este livro foi apenas o desejo de compartilhar a busca de uma melhor compreensão para um capítulo praticamente desconhecido da História do Espiritismo, o que conduz fatalmente ao problema crucial da metodologia para constituição do conhecimento verdadeiramente espírita.
Da propaganda centenária da F.E.B. transparece que Roustaing fora sempre amigo de Kardec e distinto adepto da Doutrina Espírita. Mas a verdade é que se tornou um contraditor em franca campanha de subversão da ordem doutrinária.
As páginas que foram omitidas no prefácio das edições mais recentes de Os Quatro Evangelhos têm importância para os espiritistas atuais, em função de constituir o manifesto da primeira facção declaradamente cismática do movimento espírita.
Além disto, a parte de prefácio amputada pela editora é muito sintomática por ser uma espécie de matriz simbólica do que seria, mais tarde, no todo ou em parte, o ideário de quase todas as correntes deturpadoras do pensamento kardeciano. (Sergio Aleixo. Introdução.)
